O incrível homem vento

Sonhos voadores... Voos sonhadores...

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sobreveja!


segunda-feira, 21 de junho de 2010
Tá tudo ali
Perceber além da situação é ver um problema.
Ver além do problema é enxergar uma solução.
Enxergar além da solução é aprender, saber, fazer sentido.

Vê?

Hoje eu cresci.

(por Renan Ramiro)
Soprou O Incrí­vel Cabeça de Vento @ 16:13   0 suspiros

sexta-feira, 28 de maio de 2010
O que faz agora onde antes fazia sol
Tudo, nada, algo ou além
Por não saber o quê
Por não saber o que me falta
Eu digo então que na minha vida
Falta.

Intransitivamente, hoje falta.

(por Renan Ramiro)
Soprou O Incrí­vel Cabeça de Vento @ 17:46   0 suspiros

terça-feira, 25 de maio de 2010
Hein?
No dia anterior eu tinha descoberto o nome dele de uma forma engraçada e vinha saindo de lá numa hora em que sempre costumava vê-lo. Sempre que eu saia podia prever quantos passos atrás era ele quem vinha e eu, mesmo de costas, sentia a presença dele andando do mesmo lado da rua. Saia muito igual a todos os dias, com a gritante diferença de que eu pronunciava mentalmente o nome dele, uma nova identidade que eu conhecia. Pensei mesmo em atrasar um pouco e dessa vez deixá-lo ir na frente pra poder olhar e ver melhor se o nome encaixava, mas achei melhor não. Fui na frente. Saí contando os meus passos. Regressivamente. No zero, ele é quem sai. E oito, sete, seis, cinco, quatro, três, dois – Será que eu ouvi direito? Arrepiei. Não pode ser. Há tanto tempo desacostumado a sentir essas pontadas de ansiedade, nem me lembrava de como eram e de repente vêm como se nunca tivessem ocorrido antes simplesmente porque disseram meu nome. Senti meu coração rápido, parei de pensar e, covarde, só o que saiu foi... corre então não pode ser meu nome gente dois e três e quatro e cinco vai que ele vem e fala corre mesmo corre muito sai daqui voando volta o tempo oito nove dez. Meu nome! Vai embora foge que não é contigo some mesmo pisa pisa logo gente como pode o meu nome nossa vai e voa onze doze treze não. Não! Sinto o peso de uma mão no meu ombro e ouço meu nome farfalhado bem próximo ao meu ouvido.

- Espera! – falou ofegante.

Me virei e era mesmo ele. De repente parecia que tudo tinha ficado calmo, simples e real. Comecei a me lembrar do que havia acontecido no dia anterior e comecei a rir. Assim, com ele na minha frente, a descoberta identidade parecia encaixar muito bem. Então ele disse, sorridente:

- Eu preciso te explicar como é que eu fui saber seu nome...

E foi assim que a nossa história começou.

(por Renan Ramiro)
Soprou O Incrí­vel Cabeça de Vento @ 18:02   1 suspiros

sábado, 3 de janeiro de 2009
Sobre Alguém que Eu Costumava Conhecer (ou Você)
Seria mais correto perguntar Quem é você em vez de Como vai. Queria mesmo saber daquele que eu costumava conhecer. É que agora não sei mais quem você é e, embora me interesse muito, acho que não quero saber a fundo em quem você se transformou. Não sei se por medo de saber algo que minha consciência ainda nega ou se de descobrir que o real culpado disso tudo sou eu. Mais fácil, não melhor, é perguntar o velho Como vai você, que eu costumava conhecer - não conheço mais. Você está bem. Ótimo. Tento esquecer aquele. Difícil, mas nada mais justo do que aceitar o destino que outrora me fora tão bom quando me trouxe você - ou aquele, já me perdi. O fato é que devo aceitar nunca mais ter notícias dele e, por fim, abençoar o seu nascimento, como num batizado. Minha alma está cheia de algo santo, algo rudimentarmente santo, algo rudimentarmente santo e milagroso, algo rudimentarmente santo e eternamente milagroso no qual eu lhe mergulho vagarosamente ardentemente fria singela cuidadosa inteira profunda silenciosa escandalosamente. Incapaz de lhe afogar, ou trazer à tona, não sei, de repente eu aceito Como vai você.

(por Renan Ramiro)
Soprou O Incrí­vel Cabeça de Vento @ 10:15   1 suspiros

domingo, 28 de dezembro de 2008
Oi, isso aqui já foi um blog
Só pra informar: isso aqui já foi um blog. É que eu vejo o endereço ainda tão visitado que de repente achei que devia uma explicação qualquer aqui. A pessoa que entra vê, acho, dois textos desconexos: um com uma formatação meio curiosa e um quê de fim; outro com uma dezena de linhas, até que bem-humorado. Penso que são textos diferentes o suficiente pra fazer alguém pensar a respeito da natureza e relação de ambos. A primeira saída desse alguém (saída óbvia e simples) é a suposição de um blog mal-sucedido, abandonado. E assim, eu que já o tive como uma espécie de palco (apesar de eu achar a imagem de um palco bem menos humilde que ele) devo dizer: Esse blog já teve os seus dias de glória.

Nem vou esclarecer que o sentido de glória é relativo, isso cabe a quem lê. Sei que foi glória pra mim e imagino que pra ele também (não estou o personificando como parece, juro). Pretendo voltar, não sei quando, nem com o quê, apesar de imaginar isso acontecendo assim numa segunda feira com um texto bem chocho. Considero a possibilidade de me arrepender depois. Enfim, isso pode ser um começo. Isso aqui já foi um blog, queria que voltasse a ser.

Renan Ramiro, ok?
Soprou O Incrí­vel Cabeça de Vento @ 05:56   1 suspiros

domingo, 14 de setembro de 2008
Cabeças
As cabeças dos outros passam, a todo momento, pela sua. Algumas passam por um tempo, cessam, algumas passam sempre, outras voltam a passar... As cabeças dos outros invadem a sua, expõem idéias, revelam expressões sob os seus cabelos, lhe fazem sentir, se associam - de forma que se pode dizer sem pés nem cabeças. Algumas inspiram confiança, aquelas que, no que você precisa, proporcionam a coragem pra entrar de cabeça. Há aquelas que trazem saudades: cabeças distantes. Cabeças de esquecidos, as de vento que vivem no mundo-da-lua. Passam as insistentes, que, quando metem algo na cabeça, difícil tirar. Cabeça de gado, do qual você rejeita se alimentar. Cabeça pra fora do veículo, cabeça ideológica, lógica, ilógica, perda de cabeça, tiro na cabeça, tragédias na sua cabeça. Alho, alfinete, palito de fósforo. Estranho universo das cabeças, amigo.

(por Renan Ramiro)
Soprou O Incrí­vel Cabeça de Vento @ 19:07   2 suspiros

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Sobre Ver o Vento



poeira, ave
não sabe o vento o que leva
mas no ímpeto de levar
e de tanto que se entrega,
vai em busca de ares quentes
fortalecentes
roda

pedras antes tão ileváveis
levantam do chão em correntes
machucam o que o vento encontra
encontram o que o vento estraga

quando tonto o vento se depara
com o desastre que podruzia
toma equilíbrio
as aves batem asas
a poeira baixa
o vento envergonhado por pertubar as pedras
pára
se reduz a brisa
sopro
ar
páira

Renan Ramiro

estranho encontrar os sobreviventes do homem vento

Soprou O Incrí­vel Cabeça de Vento @ 22:20   1 suspiros

O Homem Vento

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Onde?


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partir

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